O universo de Resident Evil vai ganhar um novo fôlego no cinema pelas mãos do diretor Zach Cregger, que resolveu abraçar de vez as raízes gamer da franquia. Para aproximar a experiência do espectador à tensão vivida nos consoles, algumas cenas foram gravadas em terceira pessoa, como se o protagonista fosse controlado por um joystick invisível.
O longa se passa no mesmo dia em que Raccoon City mergulha no caos viral visto em Resident Evil 2, prometendo uma jornada de sobrevivência crua, onde correr pode ser a única saída. Ainda antes da estreia, marcada para 17 de setembro, o filme já provoca debates sobre as fronteiras entre cinema e videogame.
A reinvenção de uma saga que não envelhece
Resident Evil: terror em terceira pessoa e respeito ao cânone
Zach Cregger revelou que a decisão de filmar parte da obra em terceira pessoa foi pensada para gerar imersão total. “Quando Austin olha para a direita, a câmera gira para a direita”, explicou o cineasta, criando a sensação de que o público possui o controle do personagem. O recurso, inédito em produções de grande orçamento, busca reproduzir o nervosismo que o jogador sente ao explorar corredores escuros repletos de criaturas mutantes.
A narrativa acompanha eventos paralelos ao clássico de 1998, revisitando locais icônicos como a delegacia de polícia e as ruas encharcadas pela chuva ácida de Raccoon City. Além de fan service, o roteiro promete expandir pequenas lacunas do jogo, mostrando a perspectiva de civis que tentam escapar antes do confinamento total. Segundo fontes internas, o elenco inclui novatos e veteranos do horror, com destaque para um protagonista que funciona como “avatar do espectador”, intensificando a empatia e o pavor.
Críticos que já assistiram a cenas de bastidores descrevem a atmosfera como “brutal” e “sem respiro”. O design de som recebeu atenção redobrada, explorando ruídos metálicos, sirenes distantes e silêncios cortantes. Para completar, a produção recriou efeitos práticos de maquiagem, evitando excesso de CGI e realçando o gore que tornou a série famosa.
Imagem: Hiccaro Rodrigues
Do cinema para o sofá: quando poderá chegar ao streaming?
Da telona à Netflix: expectativa e janelas de licenciamento
Embora o lançamento inicial seja exclusivo das salas de cinema, a pergunta que paira entre os fãs é quando o terror baterá à porta da Netflix. Pelas janelas de exibição habituais, a produção deve ficar cerca de 45 a 90 dias em cartaz antes de negociar direitos com serviços de streaming. A distribuidora não confirmou acordos, mas insiders apontam que a plataforma vermelhinha tem prioridade graças a contratos vigentes com o estúdio.
Se o cronograma seguir o padrão de outros títulos recentes, Resident Evil poderia aparecer no catálogo brasileiro ainda no primeiro semestre do próximo ano, ocupando espaço ao lado de sucessos parecidos no catálogo de terror. Isso alimenta a expectativa de uma maratona completa, permitindo que o público reviva a trama dos jogos e compare as diferenças de roteiro no conforto de casa.
Enquanto a data oficial de streaming não chega, o buzz gerado pela técnica de câmera inusitada e pela ambientação fiel faz do reboot um dos filmes de gênero mais aguardados do ano. NoNetflix destaca que, se a experiência interativa realmente funcionar, o longa pode abrir caminho para novos formatos híbridos, em que cinema e gameplay se fundem para redefinir o terror moderno.
