O técnico mais otimista da TV está de volta. O Apple TV+ divulgou o primeiro trailer da quarta temporada de “Ted Lasso” e, desta vez, o norte-americano que conquistou os ingleses vai se aventurar no comando de um time feminino da segunda divisão. A prévia chega carregada de emoção, humor afiado e aquela pitada de drama esportivo que virou marca registrada da série vencedora do Emmy.
A nova safra de episódios estreia em 5 de agosto, com lançamentos semanais até 7 de outubro. Enquanto isso, fãs e curiosos já se perguntam como Ted vai conciliar sua filosofia “Believe” com a pressão de um novo vestiário — e, claro, quais lições de vida ainda estão por vir nessa jornada que mistura futebol, amizade e autoconhecimento.
O que o trailer revela sobre a trama
Treinando um time feminino
A grande virada da temporada é a mudança de ares de Ted Lasso (Jason Sudeikis). Depois de salvar o AFC Richmond do rebaixamento, o treinador americano recebe a missão de comandar o Richmond Lionesses, equipe feminina que luta para subir de divisão. A prévia mostra um vestiário repleto de novas jogadoras, destacando rostos já conhecidos do público — como Rebecca (Hannah Waddingham) e Keeley (Juno Temple) — que agora precisam lidar com o futebol feminino de alto rendimento.
Esse novo panorama promete abordar temas atuais, como desigualdade de investimento no esporte, além de reforçar o espírito coletivo que sempre guiou o roteiro da série. Curiosamente, essa expansão de universo acontece no momento em que campeonatos femininos ganham maior visibilidade mundial, o que deve aumentar a relevância cultural da produção.
Personagens inéditos e retornos aclamados
O trailer confirma a chegada de Tanya Reynolds, Jude Mack e Faye Marsay, entre outros reforços. Cada um deles aparece em rápida montagem, sugerindo conflitos dentro e fora do gramado. Já Roy Kent (Brett Goldstein) surge como braço direito de Ted, indicando que sua transição de craque sisudo para auxiliar técnico ainda renderá piadas ácidas e momentos de ternura.
Além disso, a relação entre Ted e seu filho aparentemente volta ao centro da trama, temática importante para aprofundar o lado emocional do protagonista. O equilíbrio entre drama pessoal e humor nonsense é o segredo que fez da série um fenômeno de crítica e audiência, algo que a produção não parece disposta a abandonar.
Por que a série continua relevante
Repercussão crítica e prêmios
Desde 2020, “Ted Lasso” coleciona estatuetas, incluindo dois Emmys consecutivos de Melhor Série de Comédia. Parte desse sucesso se deve a um roteiro que combina piadas inteligentes, referências ao futebol inglês e diálogos sobre saúde mental, assunto geralmente subrepresentado em produções esportivas. No Rotten Tomatoes, as três temporadas mantêm média superior a 90% de aprovação, um feito para poucas comédias de streaming.
Imagem: Hiccaro Rodrigues
O reconhecimento também respinga em seu elenco: Jason Sudeikis levou dois Emmys como Melhor Ator, enquanto Hannah Waddingham e Brett Goldstein venceram como coadjuvantes. Esse conjunto de conquistas sustenta altas expectativas para o quarto ano, sinalizando que a série não pretende aliviar o ritmo de premiações.
Curiosidades de bastidor
Para quem gosta de espiar os bastidores, vale ressaltar que Jack Burditt, vencedor do Emmy por “30 Rock”, assume a produção executiva nesta temporada, prometendo reforçar o timing cômico. Outro ponto interessante é a presença de Brett Goldstein, que além de interpretar Roy Kent, integra a sala de roteiristas. Seu olhar duplo — ator e criador — costuma render cenas com diálogos orgânicos, especialmente nos confrontos entre Roy e Ted.
A série ainda conta com a participação de Julia Lindon e Dylan Marron no time criativo, sinal de que representatividade e variedade de vozes continuam prioridade. Esse cuidado em manter o roteiro fresco ajuda a explicar por que “Ted Lasso” segue atraindo novos públicos mesmo após três anos no catálogo da Apple TV+.
A quarta temporada ainda nem chegou, mas já desperta expectativa suficiente para lembrar o quanto o streaming continua competitivo, cruzando modalidades, plataformas e torcidas. E, se depender do carisma de Ted, o campo feminino ganhará um novo grupo de fãs. Enquanto a bola não rola, resta preparar a maratona, revisar os episódios anteriores e atualizar o estoque de biscoitos — afinal, “Believe” permanece sendo a tática mais poderosa do treinador.
Em tempo: vale reforçar que, embora a produção seja exclusiva da Apple, o universo das comédias esportivas também tem exemplos cativantes no catálogo da Netflix, assunto que o portal NoNetflix acompanha de perto em suas coberturas de entretenimento.
